Dona Ilna, mãe de Claudia Leitte, contou no “Programa do Porchat” desta quinta-feira (10) a aventura que foi o nascimento da cantora. O parto teve direito a viagem de avião e até polícia.”Meu marido trabalhava em São Paulo, o contrato ia terminar e eu tinha que parir. A bolsa rompeu, a médica disse ‘vamos esperar uns 12, 15 dias’. Era o que eu queria, assim nasceria em Salvador. Fui para o aeroporto, tomei um suquinho e a bolsa rompeu, ela queria sair”, recorda.

“Meu marido foi comprar fralda geriátrica. Coloquei cinco, andava com as pernas abertas. Falei para o comandante que estava de sete meses. Prendi a perna e pensei, ‘não sai nada’. Quando desci no Rio, mamãe [avó de Claudia] já me botou dentro do carro e correram para a maternidade em São Gonçalo. Como estava em alta velocidade, a polícia parou o carro e comecei a gemer. Cinco dias depois, fomos para Salvador e estava tudo certo”, continuou Ilna Leitte.

VOCAÇÃO
Ela conta que tinha outros planos para a filha. “Desde os 2 anos ela já manifestava esse desejo. Já adolescente ela cantava na noite de vez em quando em barzinho, e quando assinou o contrato para o Babado Novo, estava na faculdade. Eu queria vê-la doutora Claudia, advogada. Depois eu dei apoio, não tem jeito”.

Claudia diz como a família reagiu. “Meus pais nem se indispuseram, nem me deram suporte. Diziam ‘continue estudando, porque se a música não der certo’… Minha mãe não via futuro”, admite, recordando o que fez com o primeiro cachê que recebeu como vocalista do grupo.

“Fiz meu primeiro fim de semana de show no Babado Novo, dei dinheiro em casa e fui pagar os nove meses de faculdade que estavam atrasados. Tinha 17, 18 anos, uma chuva caiu na minha cabeça, atravessei a rua chorando e perguntando: ‘senhor, o que quer de mim?'”.

A cena que viu em seguida a emocionou. “Tinha uma senhora vendendo na porta da faculdade meia do Babado Novo. Ela não sabia quem eu era porque minha voz chegou primeiro que minha imagem no Nordeste”, relembra, tendo a certeza de que estava no caminho certo.

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) 

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