O Paraguai poderá deslocar sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel, até o final de maio. Entretanto, a decisão do presidente Horácio Cartes poderá ser revista por seu sucessor, o governista Mario Abdo Benítez, que irá tomar posse em agosto.

Benítez alega que não foi consultado por Cartes. Para ele, que acredita que “Israel é um país amigo do Paraguai”, mudar a embaixada para Jerusalém é uma questão “diplomática”, sendo necessário ser analisada com “muita maturidade”.

De acordo com informações da imprensa de Israel, o presidente paraguaio irá ao país no próximo dia 21, com a finalidade de abrir a nova embaixada em Israel. Essa decisão é apoiada por Honduras.

Nesta quarta-feira (16), a Guatemala se tornou o segundo país a transferir a embaixada para Jerusalém, depois dos Estados Unidos, que foi o primeiro a aderir essa mudança.

A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer a cidade como a nova capital do país, foi bastante criticada pela maioria das nações. Muitos países, inclusive o Brasil, acreditam que o status da cidade sagrada somente poderia ser determinado por um acordo de paz entre palestinos e israelenses.

Do total de 86 países que possuem representação diplomática em Israel, um pouco de um terço assistiu à inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos na segunda-feira (14). Enquanto a cerimônia acontecia, forças de segurança israelenses tentavam conter os protestos dos palestinos na Faixa de Gaza, a menos de 100 quilômetros dali, onde mais de 50 pessoas morreram e mil ficaram feridas.

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