A reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiu suspender até dezembro deste ano o aumento no preço das refeições do Restaurante Universitário. Em documento entregue pela reitoria aos Comandos de Greve dos estudantes e Diretório Central dos Estudantes (DCE’s) dos Câmpus de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Araguaia e Rondonópolis, a instituição assume o compromisso de construir uma nova política de alimentação em conjunto com o Conselho Universitário.

Audiências públicas deverão ser realizadas nos campi, contando com a presença da reitora. O objetivo é estabelecer uma discussão mais direta com a comunidade acadêmica sobre o assunto. Em comunicado, a UFMT afirma que os cortes de investimentos promovidos pelo governo federal estão forçando a administração das universidades a fazer mudanças a fim de garantir a saúde financeira das instituições. Teme-se que, sem as adequações necessárias no orçamento, a universidade não consiga cumprir com qualidade suas  funções de promover pesquisa, ensino e extensão.

Professores não entrarão em greve

Os professores da UFMT realizaram na última terça-feira (15) uma assembleia para decidir sobre a deflagração da greve dos docentes. A maioria votou contra a deflagração. Na semana passada (8), os docentes haviam aprovado o indicativo de greve, que agora está suspenso. Segundo comunicado publicado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), os professores reconhecem as péssimas condições das universidades públicas, mas não acreditam que este seja o melhor momento para entrar em greve na instituição. O mesmo comunicado ainda informa que a possibilidade de uma greve nacional será levada à reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino nos próximos dias.

Mais de 340 docentes participaram da assembleia realizada simultaneamente nos campi Cuiabá, Araguaia, Sinop e Várzea Grande. Na votação, 47 docentes foram a favor da deflagração da greve, 288 contrários e 9 abstenções. Quanto a suspensão do indicativo de greve, 181 foram favoráveis e 100 contrários. 141 dos professores foram favoráveis ao estado de greve, e 165 contrários.

Na assembleia também foi aprovada uma moção de apoio aos estudantes mobilizados contra o aumento de preço do Restaurante Universitário, e também à estudante de Direito que foi citada da ordem de reintegração de posse.

Imagem destacada por Secomm UFMT.

Por Bárbara Muller

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