Dados da meta 3 do Plano Nacional de Educação (PNE) revelam que Mato Grosso possui uma variação positiva de 5,6 pontos percentuais de alunos com idade entre 15 e 17 anos que frequentavam ou haviam concluído a educação básica entre 2012 e 2017. Dessa forma, o estado ocupa o 3º nesta etapa.

A meta 3 do PNE visa universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população nesta faixa etária e aumentar a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% até 2024, ano que encerra a vigência do Plano.

Segundo o levantamento, ainda entre alunos da mesma faixa etária, há uma diferença na frequência de 3 pontos percentuais em relação aos estudantes negros e brancos, sendo que esses últimos são os que mais conseguem chegar até o último ano do Ensino Médio. De acordo com a pesquisa, essa desigualdade pode ter ligação às condições socioeconômicas – outro fator investigado– principalmente quando o critério de renda é analisado.

A fim de se fazer um estudo completo, foram levados em conta dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que revela uma vantagem de 14,2 pontos percentuais na evolução educacional para alunos que possuem melhores condições financeiras, sob os mais pobres no ano de 2015. No ano de 2014 essa diferença chegou a ser maior, atingindo 23,4 pontos percentuais. Porém, até 2012, não houve diminuição adicional na desigualdade de renda, ficando estável até 2017.

O ensino médio é visto com grande preocupação pelo Sintep-MT, por ser a fase de maior fragilidade da educação, pois, em todo o país, o perfil dos alunos (especialmente da rede pública) costuma trabalhar e estudar, ou seja, precisam dividir seu tempo. De acordo com informações da vice-presidente do Sintep, Jocilene Barboza, o abandono escolar é notadamente maior nesse período.

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