É considerado gravíssimo o estado de saúde da bebê indígena recém-nascida, que foi enterrada viva pela bisavó em Canarana (820 km de Cuiabá). Nesta quarta-feira completa sete dias que a bebê foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. De acordo com o presidente da unidade, Antônio Preza, uma infecção generalizada decorrentes a aspiração de terra preocupa.

“No momento os cuidados estão sendo tomados para manutenção da vida. Existe a possibilidade de sequela, sendo doenças respiratórias, hipoglicemia. Todos esses fatores podem desencadear a lesões neurológicas importantes do recém-nascido. Existe o risco de morte.” – salientou Preza durante entrevista à rádio Vila Real.

Preza ainda destacou o luta pela vida que a criança exerce todos os dias. Além de ter suportado cerca de 7h embaixo da terra.

“Uma criança que ficou soterrada pode sofrer de hipotermia. Isso é extremamente grave no recém-nascido que pode lesá-lo e a hipoglicemia porque ficou sem alimentar nesse período todo. Na posição que ela ficou com o dorso para cima deve ter formado alguma bolsa de ar ali, porque ela ficou respirando alguma coisa ali dentro, mas respirou junto com areia, com aquele material arenoso”.

Por ter um metabolismo mais acelerado que um adulto, a criança necessita de mais oxigênio.

“De todas as funções que o organismo possui, ainda tem o setor do crescimento. Então a criança precisa de mais oxigênio que o adulto” – concluiu.

A bebê indígena batizada com o nome de Analu Paluni Kamayura Trumai, segue sedada e entubada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Após um procedimento cirúrgico, foi preciso a colocação de um cateter diálise para substituir os rins para tentar conter o distúrbio de coagulação e o quadro de insuficiência renal.

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