Presidente nacional do Inmetro articula criação de laboratórios para Cuiabá

10 de dezembro de 2018


O presidente nacional do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), esteve em Cuiabá nesta última sexta-feira (07) para tratar da criação de laboratórios que irão beneficiar o agronegócio mato-grossense. Carlos Augusto Azevedo, recebeu a equipe do portal Leiagora e falou do encontro com o governador eleito Mauro Mendes e o presidente do Sistema Fiemt, Jandir Milan. (Confira a entrevista completa no final da matéria)

De acordo com o presidente, tanto a pauta com o governador como o presidente do sistema Fiemt, trataram da instalação de laboratórios ligados a cultura do leite, carne, algodão e grãos.

“Nosso principal objetivo em Cuiabá é concluir a sede do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas), e contamos com a ajuda do novo governador para isso. Após debatermos esta pauta, mostramos ao governador, e o presidente da Fiemt, o interesse de construir pelo menos quatro laboratórios aqui”, comentou o presidente.

Leite

Dentre os laboratórios que visam melhorar a qualidade de várias culturas exercidas no Estado, Carlos disse que a do leite tende a ganhar proporções internacionais, uma vez que o padrão aplicado aqui deverá seguir as recomendações designadas pelo Mercosul (Mercado Comum do Sul), bloco econômico sul-americano formado oficialmente pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

“Temos uma grande produção de leite aqui em MT. Ainda estamos estudando como iremos montar este laboratório, mas que este irá participar do programa de qualificação dos produtos lácteos, estes atendendo todos os projetos em acordo com o Mercosul. Assim nós teremos produtos certificados e poderemos ganhar outros mercados como a Europa Estados Unidos e a China”

Carne

Sendo detentor do maior número de rebanho bovino do país, o presidente do Inmetro explicou que Mato Grosso será pioneiro na nova tecnologia de exportação de carne resfriada. “Por falta de controle da cadeia do frio, o Brasil exporta apenas a carne congelada. Caso fosse vendida resfriada ela alcançaria até 50% a mais de preço no mercado internacional. Hoje estimamos o comércio brasileiro de carne de boi em US$ 8 bilhões de dólares, isso vendendo a carne congelada, se começarmos a vender a carne resfriada, que fica mais saborosa e tem mais mercado, este valor passa para US$ 12 bilhões de dólares”, explicou.

“Então vc imagina comigo, o mesmo boi, a mesma água, a mesma ração, a mesma vacina, e o produtor sai de um ganho de US$ 8 bi para US$ 12 bi, um aumento de 50% no preço do seu produto, tudo isso em favor da rastreabilidade desse animal e toda a cadeia de produção da carne”.
Algodão

A criação de um terceiro laboratório para cultura do algodão também foi abordado pelo presidente. Esta cultura segundo ele, precisa de uma atenção especial dos órgãos representativos e do incentivo correto para aprimoramento e melhora na qualidade.

“Por falta de um certificado de qualidade acabamos atingindo valores muito inferiores do que comercializados em outros países. Falta algo em torno de 20% do preço que ele poderia ser vendido como o top. Vamos em busca deste certificado”, conta.

Umidade

Um quarto laboratório também foi debatido com o governador eleito Mauro Mendes, que trata da umidade de grãos. “Mostramos a importância de realizar-se o controle da umidade de grãos. Sabemos que esta umidade que é encontrada acima dos 15% regulamentares, e este percentual é descontado em cima do preço da soja e outras oleaginosas”.

“Estes foram pontos importantes que mostramos ao futuro governador, que na oportunidade mostramos que todo o investimento é por conta do Inmetro. Ele precisa apenas nos garantir que os instrumentos estaduais funcionem plenamente e com agilidade para fazer a execução desses projetos”

Fiemt

Conforme relatou o presidente do Inmetro, a parceria firmada com o sistema Fiemt, se concretizada, irá integrar o projeto do Instituto de Desenvolvimento e Tecnologia do Senai, parceria que deverá se concretizar por meio do convênio entre o Inmetro, Ipem e Senai.

“Pretendemos construir este conjunto de laboratórios nas instalações do Instituto do Senai, se concretizarmos esta demanda, isso irá simplificar muito as coisas, pois toda a infraestrutura já nos será cedida”.

Direto da Redação, Bruno Barreto

11 recomendado
comments icon 0 comentários
bookmark icon

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *