Após 50 dias, Polícia Civil não conclui inquérito de “tragédia da Valley”; delegado aguarda testemunhas

11 de fevereiro de 2019


Após 50 dias do trágico acidente na Avenida Isaac Póvoas que culminou na morte de duas pessoas na saída da boate sertaneja Valley, a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) ainda não concluiu o inquérito policial para apuração dos fatos.

Em entrevista ao site Leiagora, o delegado Christian Cabral, informou que necessidade do depoimento de testemunhas-chaves para concluir as investigações.

“Há uma testemunha que manteve contato com a motorista Rafaela Scremci na boate Malcon. O exame clínico atestou a inexistência de embriaguez e precisamos de melhores esclarecimentos disso. Há ainda outra testemunha que pode nos ajudar a esclarecer o episódio. É o motorista de um veículo Gol Branco que freou para não atropelar uma das vítimas”, declarou.

Questionado se a possibilidade de greve dos servidores públicos pode atrasar ainda mais a conclusão do inquérito policial, o delegado Christian Cabral ressaltou que a consequência de uma paralisação seria o retardamento do trabalho, porém, acredita que o empenho da equipe em solucionar o caso não deve gerar significativos atrasos.

“Sem dúvida a greve atrapalharia, mas estamos trabalhando firme para que o inquérito seja concluído com a devida elucidação do fato e em tempo célere”, ressaltou.

O trágico acidente aconteceu aproximadamente às 5h do dia 23 de dezembro.  Naquela ocasião, a bióloga Rafaela Scremci da Costa Ribeiro dirigia em alta velocidade na Avenida Isaac Póvoas minutos após ter deixado a boate Malcon, localizada na Avenida Miguel Sutil em Cuiabá.

A colisão matou na hora a jovem Myllena de Lacerda Inocêncio, estudante de Direito. O cantor sertanejo Ramon Viveiros, filho do Procurador de Justiça Mauro Viveiros, faleceu cinco dias depois de morte cerebral, em decorrência do forte impacto do atropelamento.

A jovem Hya Girotto, sobreviveu após permanecer internada em unidade médica e ter enfrentado o risco de amputar um dos braços para desobstruir uma das veias.

Um dia após o acidente, a professora Rafaela Scremci da Costa Ribeiro se submeteu a uma audiência de custódia e pagou uma fiança de R$ 9,5 mil para obter a liberdade. Posteriormente, a Justiça elevou o valor da fiança para R$ 28,5 mil para garantir a liberdade da acusada.

Direto da Redação, Rafael Costa

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