As inúmeras faces da Flor do Cerrado e de Fernando Pael

25 de setembro de 2018


A vida de quem passa 24 horas pensando em promover o bem-estar de quem está a sua volta.

Em uma breve pesquisa na internet com o termo “A Flor do Cerrado” é possível encontrar belas imagens de flores como a Flor do Pequi, exótica e extremamente delicada, ou a Caliandra, de flores muito graciosas em forma de pompom em cores que vão do branco ao vermelho.

Mas, se a pesquisa for um pouco mais profunda, em direção ao norte do Estado de Mato Grosso, mais exatamente em Lucas do Rio Verde, a Flor do Cerrado é mais do que simples e belíssimas flores. A Flor do Cerrado, em forma de Organização Não Governamental (ONG), é aprova viva de que é possível ainda semear cultura e responsabilidade social em meio ao deserto cotidiano.

A Associação de Preservação da Cultura Mato-grossense Flor do Cerrado está localizada na Avenida Pará, 210 S, bairro Alvorada, e tem como presidente fundador o multicultural Fernando Pael, que também exerce o papel de vereador no município de Lucas do Rio Verde, estando em seu terceiro mandato como legislador do município. E a história da Associação Flor do Cerrado e de Fernando Pael estão intimamente interligadas, não sendo possível distinguir a quem pertence as inúmeras faces culturais e sociais que ambos possuem. Fernando Pael, pessoa atuante nos diversos eventos culturais realizados em Lucas do Rio Verde, é professor, diretor artístico, radialista, apresentador de televisão, produtor cultural, conselheiro estadual de cultura, membro do Conselho Municipal de Cultura, o qual ele criou no ano de 1999, e também criador do Fundo Municipal de Cultura em 2008, além de criador da Secretaria Municipal de Cultura, em 2012, exercendo o cargo de secretário no ano seguinte.

A Associação Flor do Cerrado atende atualmente quase 300 crianças, sendo somente 120 na área da dança, e as demais aprendem judô, jiu-jitsu, zumba, capoeira, ballet, teatro e violão. Além das aulas práticas que já conquistam as crianças de todas as idades e contribuem para a valorização de suas vidas, a associação possui ainda uma biblioteca com mais de 1.200 livros,todos tendo como tema o Estado de Mato Grosso. Nos 19 anos de Fernando Pael em Lucas do Rio Verde, além de todos os títulos e cargos já citados, ele também atuou como colunista na imprensa luverdense, sempre buscando fomentar a cultura mato-grossense no município. E há 13 anos Fernando Pael e a Flor do Cerrado promovem o Festival da Cultura Mato-grossense, sendo que a própria associação somente foi criada há 11 anos, ou seja, o processo de criação da Flor do Cerrado ocorreu durante a busca da preservação da cultura mato-grossense por parte de Pael.

No que diz respeito a suas crenças, Fernando Pael é espírita, sendo vice-presidente do Centro Espírita O Consolador, atuando ainda como palestrante e passista toda quarta-feira à noite em palestras públicas.

Em diversos dias da semana, ele também realiza evangelização, seja para crianças, adultos ou idosos. Uma vez por mês a Flor do Cerrado promove a Feirinha Cuiabana, um delicioso evento que envolve culinária típica, danças, música e artesanato, com os alunos atuando efetivamente no sucesso da feira. Junto a Feirinha Cuiabana é realizado um bazar, com roupas e calçados, mas o que brilha mesmo é a culinária com a Maria Isabel, considerada a comida mais mato-grossense de todas.

Na área social, todo sábado pela manhã, Fernando Pael realiza um projeto social atendendo 250 crianças, e às sextas-feiras organiza três postos de Sopão, nos bairros Rio Verde, Veneza e Jaime Seiti Fujii, sendo servidas três panelas de 60 litros para 100 famílias carentes do município. Um quarto bairro deverá ser atendido em breve.

E depois de tantos detalhes sobre o trabalho cultural e social de Fernando Pael e o alcance beneficente da Flor do Cerrado, era de se esperar que o produtor cultural tivesse uma folga, mas não, não é muito possível a existência de um descanso para ele. E o motivo é muito simples e belo. Além de levar auxílio a quem precisa, Pael também trouxe para dentro de sua casa uma menina para chamar de filha.

Tendo já algumas crianças as quais Fernando Pael tira dinheiro do bolso para poder dar um sustento as mesmas, ele também teve o prazer de dar um lar para uma menina de 3 anos, que hoje tem 13 anos de idade, e que cresceu em meio a uma vida de promoção cultural e social e certamente deverá trilhar o caminho de quem ela pode chamar de pai.

Enfim, as palavras de quem sabe muito bem o que é promover arte, cultura e amor, não poderiam ficar de fora, e Fernando Pael disse algumas palavras sobre a recepção dos luverdenses para com ele.

“Eu me sinto privilegiado, porque eu venho de berço familiar muito rico de amor, de
compreensão, de tolerância. Nós somos quatro filhos homens, e eu sempre fui criado dentro do maior preceito que é o respeito, então quando você passa isso adianta você recebe aquilo que você dá. E a população me retribuiu”.

Acompanhem todas as fotos do evento AQUI.

Direto de Lucas do Rio Verde-MT, Bruno Bortone

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