Diretamente da Tailândia, Pã Marangoni conta como é viajar o mundo de bicicleta

6 de dezembro de 2018


Nessa edição do LTV, o apresentador Iury Lupaudi atravessa barreiras e vai até a Tailândia, por meio de Skype, para uma entrevista repleta de curiosidades com Pãmella Marangoni, que viaja pelo mundo afora de bicicleta. Diretamente do país asiático, Pã – como é conhecida- falou um pouco sobre suas aventuras em um bate-papo mega divertido.

Natural de Dourados-MS, a moça de 30 anos conta que a ideia surgiu quando ainda cursava faculdade de Arquitetura, e utilizava de caronas para ir aos congressos universitários. “Descobri que o mundo era pequeno e dava para ir pra qualquer lugar. Com o passar do tempo, a sede foi aumentando e eu decidi trocar a carona pela bicicleta, para ir mais devagar um pouco”, diverte-se. Em cinco anos, Pãmella visitou 22 estados brasileiros, além do Caribe, Patagônia e países da América do Sul. “Realizei todos os meus sonhos que podia pegando carona primeiro”, disse.

Questionada se passou por alguma situação perigosa ao viajar com desconhecidos, ela contou que, felizmente, nunca lhe aconteceu nada de grave. “É mais mágico do que trágico. (…) As cantadas que a gente está acostumada a ouvir na rua, a gente escuta também na estrada, a diferença é que você está de carona com a pessoa. Então, eu tentava me vestir mais fechada, tentava levar um assunto mais sério, me posicionar primeiro. Sempre que percebia algo estranho, eu pedia pra descer ou mudava a rota”, explica.

Apaixonada por viagens desde criança, Pã conta que uma das motivações que a fizeram tomar a decisão de largar tudo para viver rodando pelo mundo foi porque, aos 21 anos, foi diagnosticada com toxoplasmose, que a fez perder parte da visão. “Eu fiquei um pouco triste, seis meses tomando medicamento e pensando sobre as prioridades da minha vida e depois disso resolvi que eu ia sair pra realizar os meus sonhos primeiro, porque eu corria o risco de acordar amanhã e não enxergar mais”, afirma.

Para concretizar esse sonho, ela começou a vender doces para gerar uma renda para comprar uma bicicleta – usada – e se manter nas viagens, chegando a vender 500 brigadeiros por dia. “Foi um trabalho intenso, mas muito legal, porque cada pessoa que comprava o brigadeiro, comprava também a minha história. (…) Eu andava com um cartaz escrito ‘casar’ com a opção desmarcada, e a opção marcada ‘comprar uma bicicleta’”, conta Pã, aos risos. Quando conseguiu a grana necessária, finalmente comprou a tão sonhada bike.

Para se manter nos países por onde passava, Marangoni chegou a trabalhar de garçonete, recepção de hotel e camping, faxineira, vendedora de doces, e se vestindo de personagens na rua. Atualmente, ela se sustenta dando consultoria online de viagens.

Emocionada, Pãmella revela que sua avó paterna, dona Zina, foi quem a apoiou quando decidiu viver viajando. “Foi a única pessoa que acreditou que eu realmente fosse fazer isso e que me deu incentivo para começar”, diz ela. Com o passar do tempo, o resto da família passou a aceitar a sua decisão. “Hoje em dia, eles veem com bons olhos o que estou fazendo e sabem que estou feliz”, assegura.

Ao ser indagada sobre se é possível manter uma relação amorosa estando tanto tempo fora de seu país, ela explica que namorou uma pessoa durante seis anos – que chegou a acompanhá-la em algumas viagens – e conseguia lidar com a situação. No entanto, quando decidiu ir à Tailândia, resolveram terminar o relacionamento, já que não sabia quanto tempo iria ficar por lá. “Eu realmente queria viver isso em carreira solo, sabe. Eu precisava desse momento. Ele sabia que esse dia ia chegar, foi muito duro para os dois”, conta Marangoni, ressaltando que continuam amigos.
“Nesse momento, estou casada com a bicicleta, e preciso viver isso”, finaliza.

O Leiagora vai continuar acompanhando as aventuras de Pã pelo mundo afora. Então, fique ligado e não perca nenhum detalhe.“Sejam bem-vindos à minha viagem. Espero poder estar ajudando muito vocês também a se encontrarem, a encontrar paz na vida, a conhecer um pouquinho do mundo através dos meus olhos”, convida.

Confira a entrevista completa no vídeo:

Direto da Redação, Maisa Martinelli/Iury Lupaudi

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