Incompetência da ANTT agrava crise da Tabela de Frete


A Agência Nacional de Transportes de Terrestres (ANTT) não consegue elaborar uma Tabela de Fretes que agrade a classe dos caminhoneiros e os tomadores de frete, dando um show de incompetência e incapacidade técnica ao empurrar a definição das tarifas para o final do ano, o equivale empurrar com a barriga e deixar o problema para ser resolvido pelo próximo governo.

Depois de elaborar um conjunto de tabelas feito às no auge da paralisação dos caminhoneiros, com erros grosseiros e exageros reconhecidos pelos próprios caminhoneiros, a Agência anunciou nessa semana um reajuste para cima na tabela como gatilho ao aumento do preço do diesel. A medida ampliou a disparidade entre a realidade dos preços de frete que deveriam ser praticados e contribui ainda mais para a erradicação dos freteiros autônomos.

Em mais uma medida de medo provocada pelo anuncio de representantes de Associações de Caminhoneiros que estariam no próximo dia 12 protestariam em frente à sede da ANTT pela fiscalização do cumprimento da tabela, em nota, a agência reguladora informou que publicou, em edição extra do Diário Oficial desta quinta, a Resolução 5.828, que autoriza a notificação das pessoas e empresas que contratarem frete rodoviário abaixo da tabela.

A punição equivale a duas vezes a diferença entre o preço praticado e o da tabela. A resolução desta quinta, modifica a 5.820, publicada no final de maio, que estabeleceu o tabelamento.

Essas decisões são fruto de covardia política num momento eleitoral e de falta de responsabilidade com a economia do País, já que trava e atrapalha o sistema produtivo e causa prejuízos incalculáveis, além de criar a figura dos fiscais da tabela de frete.

Nessa queda de braço, perde a economia do país, os caminhoneiros autônomos e a respeitabilidade da ANTT como agência reguladora e ganham a indústria de caminhões com aumento de frotas próprias por parte de empresas e produtores rurais e os grandes frotistas. A livre negociação prevista na Constituição Federal virou letra morta, assassinada pela covardia política.

Direto da Redação, Paulo Pedra

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