Laboratório de Inovação aproxima a indústria e o varejo


Grandes empresas possuem recursos para manter laboratórios de inovação. Porém essa não é a realidade de empresas menores. Pensando nisso, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) criou o ProVa, o Laboratório de Inovação do Varejo. Localizado no Shopping Frei Caneca, em São Paulo, o laboratório oferece aos empresários a oportunidade de testar novos conceitos junto aos consumidores. O objetivo é aproximar a inovação da indústria e o setor varejista, promovendo a competitividade em uma mercado onde o consumidor está cada vez mais exigente.

Eduardo Rezende e Caio Gouvêa estiveram presentes da ExpoVarejo 2018 representando a ABDI e conversando com os expositores sobre o ProVa. Gouvêa, que é consultor de inovação em agronegócio, explica que o ProVa é uma iniciativa da indústria de se aproximar da ponta de consumo, entendê-la melhor e, a partir disso, gerar inovação na indústria para atender o varejo. Rezende, que trabalha na  coordenação de comércio e serviços da ABDI, enfatiza que o setor do varejo “precisa se transformar para atender melhor esse consumidor que está cada vez mais exigente e também para fazer concorrência a todos esses grandes players internacionais que se utilizam das ferramentas tecnológicas disponíveis para estar mais próximo do consumidor”.

À esquerda Eduardo Rezende e a direita Caio Gouvêa.
À esquerda Eduardo Rezende e a direita Caio Gouvêa. Foto: Eliz Passos/ Leiagora.

Os especialistas afirmam que a intenção é trabalhar a industrialização nas áreas vocacionais dos estados. No caso de Mato Grosso, seria o agronegócio. “O agronegócio representa em torno de 25% do varejo hoje em dia. Então se você carimbasse tudo que sai de Mato Grosso, deveríamos ver o estado em toda transação comercial no Brasil. Mas isso não acontece porque a industrialização no estado é muito fraca”, aponta Gouvêa. A proposta é, com o ProVa, trazer a inovação e desenvolver a indústria de forma acelerada, aproveitando o mercado consumidor.

Uma das características do projeto é a utilização da tecnologia disponível para a melhora dos negócios. A Internet, por exemplo, pode conectar fornecedores, consumidores e prestadores de serviços, fortalecendo a economia global. Rezende aponta que a incorporação de soluções já existentes, como inteligência artificial, big data, realidade aumentada, além de conhecer melhor o consumidor, são essenciais para que as empresas brasileiras sejam competitivas no mercado mundial.

Os especialistas participaram, nesta quarta-feira (08) do Seminário Indústria Forte Estado Forte que está acontecendo na ExpoVarejo 2018, no Centro de Eventos do Pantanal.

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Direto da Redação, Bárbara Muller.

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