Mato Grosso tem incremento de quase 9% no número de abates. Exportação de gado vivo bate novo recorde

14 de janeiro de 2019


Dados da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), e da Scott Consultoria, apontam incrementos tanto no abate de bovinos como na exportação de gado vivo. Ainda conforme o levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), houve um aumento significativo de abates de fêmeas. Foram 12,76% a mais no último ano, ou seja, enquanto em 2017 foram 2,11 milhões em 2017, em 2018 foram abatidas 2,38 milhões de cabeças.

De acordo com o consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira, o aumento dos abates de fêmeas se deve ao ciclo da pecuária de corte que passa por diversos momentos. “Pode ser porque o produtor está descapitalizado, por uma série de fatores, e ele acaba desfazendo da vaca enquanto um patrimônio. Esse animal se transforma em material de consumo e vai para o abate. Ou, em dado momento, você tem excesso de animais gordos para o mercado e para reduzir a oferta de bezerros aumenta-se o abate de vacas. Quem manda no mercado da carne é a vaca, pois ela tem dupla função: ou um bem de consumo ou um bem patrimonial para produzir bezerros”, afirma o consultor.

Em relação ao abate de machos, o aumento foi um pouco mais tímido, 6,20%, saindo de 2,85 milhões em 2017 para 3,02 milhões de cabeças em 2018.

Gado vivo

Na exportação de gado vivo, conforme apontou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram exportadas 39.800 cabeças de bovinos vivos em dezembro, com um faturamento total de US$ 25,1 milhões. Os principais destinos no mês foram Egito e Turquia, com 17.700 e 13.500 cabeças, respectivamente.

No acumulado do ano, o Brasil exportou um total de 810.000 cabeças de bovinos, 102,2% a mais comparado com 2017, sendo maior volume da série histórica. Quanto ao faturamento total, este cresceu 104,4% frente a 2017.

Direto da Redação, Bruno Barreto, com informações da Acrimat e Scott Consultoria

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