“O Estado quebrou por irresponsabilidade fiscal”, afirma Mauro Mendes – vídeo


O governador eleito, Mauro Mendes (DEM), que tem coordenado a sua própria equipe de transição, declarou no final da tarde desta terça-feira (6) que é muito mais preocupante a situação financeira das contas do estado do que se imaginava. O democrata, que participou da primeira reunião entre as duas comissões de transmissão de mandato realizada na Casa Civil, destacou que Governo gasta mais do que arrecada por irresponsabilidade fiscal. E, neste momento, não tem como assumir mais compromissos, numa demonstração evidente de que não seria possível o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos estaduais. Os servidores prometem cruzar os braços numa greve geral, a partir do dia 13 de novembro, caso o atual governador Pedro Taques (PSDB) não honre o compromisso de pagar a parcela de 2% do RGA para o mês de novembro e prevista em lei.

“Esse momento demanda de muita responsabilidade de todos. Mato Grosso está numa situação muito difícil. Falei isso durante toda a campanha e essa realidade não mudou. Cada dia que passa a gente conhece mais os números do estado e a gente vê que estamos numa gravíssima crise financeira. Falta dinheiro para tudo. O Estado continua sem pagar a Saúde no interior, sem pagar fornecedores. O Estado continua pagando em atrasos os salários. Então tem que ter muita responsabilidade de todos e saber que temos que economizar. Eu farei a minha parte. Espero que todos façam a sua. Inclusive, os próprios servidores terão que ter muita responsabilidade com o Estado, sob o ponto de vista de comprometer num curto, médio e longo prazo. Se tiver greve, isso piora mais ainda a situação”, avalia Mendes.

O democrata ponderou que se o Estado tiver condições tem que pagar o RGA, mas que dados preliminares mostram o contrário. “Informações disponíveis mostram claramente que o Estado hoje tem enorme dificuldade financeira e não tem condições de fazer o menor aumento de despesas porque não vai honrar com esses compromissos. Os números são extremamente preocupantes. Mato Grosso deve hoje para centenas de fornecedores, aos Poderes, aos municípios, ele não consegue arrecadar no mês as despesas que ele tem no mês. A cada mês que passa ficam contas para trás. Se aumentar mais ainda despesas vai ficar mais gente sem receber, inclusive, o próprio servidor”.

Para ele, adotar medidas de contingências neste momento é o desafio que tem sido estudado. “Durante toda a campanha eu disse claramente que vamos fazer cortes de despesas. Fiz esse compromisso com a sociedade. Fui eleito com um dos principais compromissos de tornar o Estado menor, que custe menos e seja mais eficiente. Não gosto de antecipar decisões. Não vou tomar decisões precipitadas, temos ainda um tempo para estudar. Seguramente, faremos cortes de secretarias e de cargos comissionados”.

Ainda conforme Mendes, a partir desta quarta-feira (7), em cinco subgrupos, os membros da sua equipe de transição farão visitas “in loco”  às secretarias e autarquias a fim de coletar informações na fonte e que essa fase de trabalho deve ocorrer até dia 30 de novembro.

“Quero até dia 10 de dezembro ter todas essas definições para elaborarmos uma minuta que vai nortear a reforma administrativa. O Estado quebrou por irresponsabilidade fiscal e não pode continuar agindo dessa forma. Só na Previdência, temos um rombo de R$ 1 bi e 150 milhões. Vamos trabalhar para conseguir esses R$ 1 bi e 150 milhões e trabalhar e muito para aumentar receita e segurar despesas. Senão vamos trabalhar para arrumar dinheiro novo só para tampar buraco velho”, finaliza Mauro Mendes.

Direto da Redação, Sandra Costa 

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