“A saúde é uma verdadeira organização criminosa”, diz vereador de Cuiabá


O Vereador pelo município de Cuiabá, Abílio Júnior (PSC), esteve, na tarde desta segunda-feira (05), nos estúdios do portal Leiagora e concedeu uma entrevista para falar das últimas polêmicas envolvendo o Poder Executivo e Legislativo Municipal. Dentre as pautas, o vereador falou sobre a abertura do processo de cassação do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o atual quadro da saúde em Cuiabá, além de um vídeo que viralizou na internet no qual mostra a Polícia Militar aguardando, junto ao vereador, a liberação para que o mesmo prosseguisse com a fiscalização na Secretaria de Saúde.

“Quando fui à Secretaria, encontrei planilhas catalogadas como uma verdadeira organização criminosa. Currículos com o nome de vereadores no verso, loteamento das policlínicas para vereadores. Por isso digo que ações como estas é tratar a saúde como uma boca de fumo. Cada grupo político com o seu pedaço e isso é crime. Encontrei uma planilha com mais de mil nomes. A gente mostrou para os vereadores e eles não entenderam”, disse Abílio em relação a CPI que não contou com os votos necessários para dar início ao processo de cassação do prefeito.

De acordo com o vereador, sua atuação mais enérgica como fiscalizador é devido ao fato dos requerimentos parlamentares não surtirem o efeito necessário quando propostos em plenário.

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“Olha, requerimento é uma grande balela, falando a verdade. Fazemos um ofício, em forma de requerimento, perguntando se o órgão está fazendo alguma coisa de errado. O que você acha que eles irão responder? ‘Sim, estamos fazendo. Está errado aqui, aqui e aqui’. Isso não existe” [sic], explica a parlamentar.

“Mandei um requerimento recentemente para a Secretaria de Comunicação, e eles tiveram a cara de pau de me responder que se eu quiser ter acesso à informação é só procurar no portal da transparência. Pô cara, vereador é desrespeitado no município de Cuiabá, é tratado como qualquer coisa e o prefeito não dá o devido respeito ao vereador. Mas existe a Lei, Constituição Federal, entre outros poderes. O vereador precisa saber o poder que tem. Com o poder de um vereador ele impede a corrupção” [sic].

Uber

Abílio conta que é contra o projeto do Executivo que altera o Código Tributário do Município e prevê que o imposto pago pelos serviços de transporte individual de passageiros via aplicativo, como Uber e 99POP, seja recolhido em Cuiabá.

“O que o prefeito não entende é que o Uber é um carro privado e o seu proprietário trabalha por conta própria. Acredito que destas plataformas, apenas o imposto de ISSQN deva ser cobrado, algo em torno de 2% a 5%, no máximo. Cobrar por centavo o km rodado não dá. Estas pessoas já pagam IPVA pra isso. Cobrar para ele fazer uma vistoria no carro? Não, quem faz vistoria no carro particular é o Detran e não o Semob. Se o Semob fosse bom para fazer vistoria de alguma coisa os ônibus de Cuiabá eram ótimos. É a Semob que faz a vistoria de todos os táxis e ainda assim as pessoas preferem andar de Uber”.

Transporte Público

O vereador foi fiscalizar in loco os coletivos, sendo orientado a ir em uma das garagens da capital. “Mandaram fiscalizar na garagem, daí eu fui, mas na garagem não conta, eles só mostram os ônibus que estão em pleno funcionamento. Por isso, fui para as ruas ver quais estavam realmente funcionando, rampa para cadeirantes, escadas, etc. Dos 20 veículos que fiscalizamos, apenas 4 estavam em pleno funcionamento, o resto não estava. Fizemos a notificação para a prefeitura e solicitamos que os agentes de trânsito fizessem a fiscalização”.

“O vereador não é eleito para ser amigo do prefeito. Ele é eleito para fiscalizar o serviço do prefeito. Você nunca vai ver alguém que fiscaliza o serviço de um, ser amigo do outro. O fiscal é chato e em ser chato eu sou especialista”[sic].

Confira a entrevista completa com o vereador aqui:

Direto da Redação, Bruno Barreto

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