“Pequeno produtor será o principal afetado com a taxação”, diz superintendente do IMEA

30 de novembro de 2018


Contrário a “taxação do agro”, o superintendente do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), Daniel Latorraca, concedeu uma entrevista ao portal Leiagora durante a audiência pública na tarde desta última quinta-feira (29) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Na oportunidade, o superintendente disse que o setor do agronegócio não suporta mais nem um tipo de taxação, apresentando dados técnicos com base em estudos elaborados pelo Instituto.

Na oportunidade, Daniel mostrou o tamanho da contribuição do campo para a economia do Estado, gerando empregos e movimentando outros segmentos. “Mostramos a realidade de Mato Grosso durante a audiência, haja vista que o setor é feito por muitos produtores. De acordo com os dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último senso, nós temos mais de 118 mil estabelecimentos rurais, onde é praticado todos os tipos de culturas ligadas ao agronegócio”.

Latorraca explica que desde o ano de 2012, a escalada da contribuição direta tem se mantido de forma constante, apresentando o avanço da Unidade Padrão Fiscal (UPF), que girava em torno de R$ 36 e hoje está na casa dos R$ 137,00. “Além da UPF tivemos a criação do Fethab 2 e outras tributações que foram criadas. Obviamente se cria um ambiente de negócios com estímulos e não com taxação, por isso acredito que é preciso muita atenção em relação a esta proposta. Nós estamos com o setor cada vez mais apertado e isso quem está dizendo é o PIB do Mato Grosso, que mostra uma queda de 6,3%”, concluiu o superintendente, afirmando que caso a taxação seja concretizada, o maior prejudicado será o pequeno e médio produtor rural.

Também em defesa do agro, o técnico agrícola da Associação de Defesa do Rio Coxipó, José Carlos Bazan, afirmou que antes de se falar na taxação do agronegócio, é preciso que se inicie uma manutenção na Lei Kandir, que isenta do tributo ICMS os produtos e serviços destinados à exportação.

“O produtor rural precisa de incentivos e não de taxação. Ele é o responsável por manter uma produção agrícola sustentável, realizando o manejo do solo, o controle de pragas, gerando emprego e renda no Estado”, disse.

O ex-presidente da Aprosoja e ligado a vários setores produtivos, Rui Prado explica que o setor já contribui de forma significativa com o Estado, apontando que Mato Grosso possui o maior índice per capita de arrecadação.

“Eu como produtor rural vejo isso (taxação) com muita preocupação. Não cabe mais o aumento de impostos no agronegócio”, disse.

Direto da Redação, Bruno Barreto

11 recomendado
comments icon 0 comentários
bookmark icon

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *