‘Quando elevamos os impostos, quem paga a conta é o consumidor final’, diz economista sobre “Taxação do Agro”; vídeo

11 de dezembro de 2018


Em mais uma entrevista sobre a “Taxação do Agronegócio” no Estado de Mato Grosso, o portal Leiagora conversou com o economista Ricardo Moreira, que fez um alerta sobre os perigos que rondam a proposta. De acordo com o especialista, “a proposta de taxar justamente o setor que está salvando o Estado é preocupante. (Confira a entrevista completa no final da matéria)

“Provavelmente esta ação irá diminuir a capacidade de investimento. É fato que 83% dos investimentos na área da colheita e do plantio está concentrado nos pequenos e médios produtores, estes serão os mais afetados com tal medida”, disse.

De acordo com Ricardo, os grande produtores estão concentrados em um pequeno grupo, e caso a proposta seja aprovada, os investimentos no setor irá diminuir drasticamente. “Pode até aumentar a arrecadação, mas eu vejo com muita preocupação, pois a medida que arrecadamos mais, o Estado acaba inchando um pouco mais também os seus custos”.

Consumidor final

Ricardo explica que o impacto não será direcionado apenas ao produtor, mas também a todo consumidor final. “Quando elevamos os impostos ou adicionamos novos, quem paga é o consumidor final, tudo acaba sendo refletido nas prateleiras dos supermercados. É um efeito cascata que começa na base da cadeia e que acaba sendo sentida pelo consumidor final”.

Mato Grosso do Sul

Para o economista, a comparação com o Estado vizinho de Mato Grosso do Sul não pode ser utilizado por aqueles que defendem a “Taxação”. Para ele, a infraestrutura e logística dos dois Estados é diferente em vários aspectos.

“Não podemos comparar os dois Estados, levando em consideração que um dos maiores municípios produtores de soja do Brasil, que é a cidade de Sorriso, está a mais de 2 mil km do porto de Paranaguá, enquanto MS está muito mais perto. Outro fator é que se você andar por MS, as estradas estão boas e conservadas. Já o nosso Estado não, temos um frete caro, estradas ruins, algumas até pedagiadas. Estes são fatores que devem ser levados em consideração”.

Confira o vídeo:

Direto da Redação, Bruno Barreto/ Iury Lupaudi

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