Resumo Político de 18/11 a 24/11

28 de novembro de 2018


 

 

Na semana que passou presenciamos o avanço da transição para o Governo Bolsonaro. Houve grande polêmica na definição do Ministério da Educação. Num primeiro momento foi indicado Mozart Neves, diretor do Instituto Ayrton Senna. Mas seu nome foi vetado pela bancada evangélica, pelo fato dele ser egresso de universidade federal e, sobretudo, de ter servido como secretário no Governo Eduardo Campos em Pernambuco. Campos foi presidente durante muitos anos do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que gere coceira em boa parte das forças políticas que apoiam Bolsonaro. Mozart também não demonstrava apoio incondicional ao controverso programa Escola Sem Partido, que é uma das grandes bandeiras do novo Governo para a área de educação.

Diante da negativa acabou sendo indicado Ricardo Veléz Rodrigues, colombiano radicado no Brasil. Rodrigues é professor da Escola de Comando e Estado Maior do Exército (Eceme) e autor de várias obras. Tem posições bem alinhadas com o presidente eleito e sua indicação está sendo recebida como mais uma emplacada pelo filósofo Olavo de Carvalho. Foram indicados também os presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, além do diretor da Polícia Federal escolhido pelo futuro ministro Sérgio Moro.

Com isso já temos ministros definidos para as áreas de educação, saúde, agricultura ve pecuária, relações exteriores, defesa, casa civil, secretaria geral da presidência, gabinete de segurança institucional, ciência & tecnologia, Advocacia Geral da União e Justiça.

Houve ainda desentendimentos entre o filho de jair, Carlos Bolsonaro e Bebbiano, presidente do PSL indicado para secretário geral da presidência. Carlos coordenou o trabalho de mídia durante a campanha de Bolsonaro e chegou a ser cotado para assumir a área de comunicação do Governo. Diante dos atritos e do inconveniente que geraria também uma situação de nepotismo, Carlos optou por continuar como vereador no município do Rio de Janeiro.

Em Mato Grosso Mauro Mendes saiu de férias e a transição continua bem calada. Já começam a aparecer algumas críticas dos partidos, em busca de indicações. O vice-governador eleito Otaviano Pivetta já se manifestou nas redes sociais afirmando que não peçam cargos para ele, numa indicação que ele estaria com pouca influência na transição e no futuro Governo. O Democratas também estaria cobrando aproveitando do ex-deputado estadual Adriano Silva, que foi candidato a deputado federal no lugar de Fábio Garcia e acabouo sendo sacrificado. O PSD também estaria pressionando pelo aproveitamento de Carlos Fávaro.

 

 

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