Rombo de R$ 1,8 bi nos cofres do Estado inviabiliza emendas parlamentares em 2019

5 de dezembro de 2018


Em terceira visita aos deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o governador eleito, Mauro Mendes (DEM) fez uma apresentação na manhã desta quarta-feira (5) aos parlamentares sobre a atual realidade financeira do estado que deverá iniciar o ano de 2019 com o rombo nas contas públicas no valor de R$ 1,8 bilhão. Déficit esse que traz um impacto direto em qualquer planejamento de investimento para o próximo ano e, inclusive, com riscos de que não haja recursos para o cumprimento das emendas parlamentares. Informação essa que não deve ter agradado muito os deputados.

“A conversa foi um adiantamento significativo do que vamos enfrentar no ano que vem. Falamos sobre os duodécimos, falamos sobre despesas e encargos com pessoais, sobre previdência. Não existe ainda nenhuma decisão tomada. Mas, na reunião, a princípio, o mais importante é cada deputado hoje saiba que o governador eleito já começa com um déficit de R$ 1,8 bilhão. É claro que inviabiliza qualquer oportunidade de investimentos, o que inclusive abrange as emendas parlamentares”, afirma a deputada estadual reeleita, Janaína Riva (MDB).

Conforme a parlamentar, apesar de ser um cenário negativo, pessimista e que assusta, é a realidade que o Parlamento terá que viver. “Quem é mais penalizado com tudo isso é o Executivo porque todo dinheiro arrecadado vem do Executivo. Os Poderes, os encargos e gastos, tudo isso sai do Executivo. Achei a reunião importante, agora cada um vai estudar como pretende atuar na Assembleia”, completa a deputada, diante de algum possível receio com relação ao não pagamento de emenda.

“Até porque não adianta nada você ter emenda prevista em orçamento se você não tiver dinheiro para pagar essas emendas. É melhor você não contar com a emenda parlamentar do que contar com ela e não ter recurso para pagar. A realidade é que não existe recursos para cumprir com as emendas em 2019. E uma previsão otimista do Estado ter um equilíbrio financeiro em 2020”.

TAXAÇÃO e REDUÇÃO DE DUODÉCIMO – Janaína disse ainda que Mauro Mendes foi cauteloso ao falar do assunto da taxação do agronegócio e que vai estudar ainda cada um dos setores para saber quais podem contribuir mais ou menos e a possibilidade de uma unificação do Fethab.

Já sobre uma possível redução nos duodécimos, a deputada disse que não houve “ambiente” para falar de aumento, mas o entendimento deverá ser também para manter os valores deste ano. “Ele disse que precisa de dinheiro novo, gerar novos ganhos para os cofres. E isso agradou muito, por exemplo, o deputado Valdir Barranco (PT) que é deputado de oposição e a maioria dos colegas”, finaliza.

Direto da Redação, Sandra Costa e Bruno Barreto

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