Secretário anuncia medidas emergenciais após decreto de intervenção no Hospital Regional de Sinop

17 de janeiro de 2019


As primeiras medidas depois da intervenção estadual no Hospital Regional de Sinop foram anunciadas na tarde desta quinta-feira (17) pelo secretário de estado de saúde, Gilberto Figueiredo. Uma delas é um teste seletivo que permitira a contratação e novos funcionários. Atualmente o hospital possuí em torno de 300 funcionários, que permanecerão nos cargos deles até o dia 31 deste mês.

“Até o dia de ontem faltava praticamente tudo nesse hospital e hoje nós já suprimos isso. Materiais hospitalares, medicamentos e condições para os médicos. Hoje nós já suprimos isso, o hospital tem estoque o suficiente para trabalhar por 15 dias consecutivos, sem faltar nada. Já existe uma providência de uma contratação de uma compra emergencial de suprimentos que permitirá o hospital funcionar por seis meses consecutivos e temos uma equipe hoje atendendo a nossa classe médica, todos os prestadores de serviço, renegociando e adotando as medidas emergenciais necessárias para que pacientes que estão internados aqui há alguns meses possam fazer as cirurgias aqui ou sejam regulados para outras unidades de saúde do estado para que sejam atendidos o mais rápido possível”, disse Figueiredo.

A intervenção do estado na unidade de Sinop foi decretada ontem pelo governador Mauro Mendes (DEM). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e tira a administração das mãos do Instituto Gerir . Mendes afirmou que existem muitas “inexecuções indevidas” no acordo temporário entre a Secretaria de Saúde e o Instituto Gerir, firmado em maio de 2018. O secretário de saúde reafirmou isso hoje:

“Existem irregularidades de descumprimento de cláusulas contratuais. O Instituto Gerir teria que apresentar uma performance de produção de procedimentos hospitalares e não cumpriu ao longo do contrato. O Instituto Gerir teria que ter depositado em uma conta especial, 3% de tudo que recebeu pra ter um fundo pra suprir futuras demandas judiciais e qualquer demanda que viesse de possíveis ações trabalhistas e também não fez. O instituto e o governo deveriam ter um glossário descontados serviços recebidos e não realizados e também não fez.”

O Instituto Gerir emitiu nota informando que tem uma dívida milionária para receber do estado. “ (a dívida) corresponde a mais de R$ 30 milhões em custeios atrasados, tanto em Sinop, quanto em Rondonópolis, no Hospital Regional Irmã Elza Giovanella. A alegação divulgada pela imprensa citando quebra de contrato é inconsistente e inverídica, uma vez que sem o pagamento dos recursos acordados, e que deveriam ter sido repassados em dia, não é possível fazer a gestão hospitalar e a retenção de 3% deste valor”, diz a nota.

Direto da Redação, Bruno Bortolozo

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