Servidores cruzam os braços e dão início a paralisação

12 de fevereiro de 2019


Marcada para começar hoje, com concentração às 14h, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho, a paralisação dos servidores já está em andamento, de acordo com um dos representantes do Fórum Sindical e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso, Oscarlino Alves.

Oscarlino afirmou que centenas de servidores já estão de braços cruzados, mesmo tendo ido até suas unidades de trabalho, entre os quais estariam servidores da saúde, educação, segurança, Procon, Sema e professores, paralisados no segundo dia letivo do ano.

“A história está contada com meias verdades, temos um Estado que está repassando duodécimos para os poderes em dia, e nós questionamos o teto desses duodécimos que estão proporcionando sobras. Paga-se toda a folha, custeio e investimentos”, diz ele, criticando a discrepância entre o tratamento com o legislativo e judiciário, em detrimento do executivo.

“Poderes como a Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa, que são um quarteirão e meio, recebendo quase R$ 1 bilhão de reais por ano. O estado não pode tá quebrado, abdicando, por meio de renúncia fiscal de 4 milhões, para que 5% de empresas que não estão gerando os empregos necessários e pactuados em convênios se beneficiem e não estamos falando de Lei Kandir”, diz o representante do movimento grevista.

Oscarlino pontua ainda que a atual gestão não tentou e nem aceitou dialogar com os servidores. “O governo ao invés de discutir com a nova legislatura, mandou essas reformas abruptas, sem discutir, fazendo essa opção. Já que o pacto é por Mato Grosso, deveria ter feito um diálogo para todos entrarem com uma parcela de sacrifício. Estamos cumprindo com nossa prerrogativa, nossa obrigação de entidade sindical, já que a gente buscou o diálogo e o governo não abriu essa possibilidade, não existe diálogo”.

Assim como feito em 2016, na gestão Taques, Oscarlino afirma que as categorias estão oportunizando o diálogo, mas caso não seja bem sucedido o Estado vai parar, assim como feito anteriormente.

Entre as exigências do Fórum Sindical está a isonomia entre os poderes, contrariedade ao parcelamento de salários e 13º, exigência do pagamento até o dia 10 de cada mês, garantia do RGA e contrariedade ao aumento da contribuição previdenciária, de 11% para 14%.

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