Servidores da educação fazem protesto em frente ao Palácio Paiaguás


Diretores de escolas da rede estadual de ensino de Mato Grosso realizaram, na tarde desta terça-feira (07), uma manifestação em frente ao Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado. O protesto foi para reivindicar o pagamento dos recursos do Programa de Desenvolvimento da Escola (PDE), que são usados para custear materiais pedagógicos, de expediente, de limpeza e o gás de cozinha para fazer a merenda escolar. Algumas escolas deixaram de receber alunos nesta terça-feira, alegando que não há como receber os estudantes. Também estavam presentes na manifestação professores, alunos, pais, representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) e simpatizantes à causa.

A manifestação contou com um carro de som, que propagou os discursos dos manifestantes. Os servidores acusam pessoalmente o governador Pedro Taques (PSDB) de dar prioridade a repasses para publicidade e empreiteiras, deixando de lado a Educação. Eles também afirmam que o governador tem feito uma campanha contra os professores e diretores, alegando que a ação era isolada e não tem apoio do Sintep – MT.  Representantes do Sindicato que estavam presentes reforçaram o apoio à causa.

Dimas Antônio Silva, presidente do Colegiado de Diretores do Estado, afirmou que em algumas unidades os gestores estão assumindo dívidas perante os fornecedores. Ele reforçou que, sem o dinheiro do PDE, as escolas não têm como funcionar propriamente. Os pagamentos estão regulares desde o começo do ano. Pela legislação, são quatro parcelas a serem pagas às escolas. Em 2018, a primeira deveria ter sido paga em março, mas só foi repassada em maio após os diretores entrarem com uma ação no Ministério Público. Já o segundo repasse foi feito parcialmente, e R$ 7 mi­lhões ainda pre­cisam ser pagos. A Se­cre­taria de Es­tado de Edu­cação de Mato Grosso (Seduc) afirmou que realizará o pagamento do montante devido em 13 de agosto. Entretanto, os servidores se dizem cansados com as promessas. Dimas explica que a Secretaria não tem cumprido com os prazos combinados.

Foto de cartazes na manifestação dos diretores no Palácio Paiaguás.
Foto: Leiagora.

Luzinete Almeida de Sena, diretora da Escola Estadual Hermelinda de Figueiredo, no bairro Coophema, afirma que a situação de sua escola está difícil. “Sem essa verba nós não temos como fechar a prestação de contas. Estamos devendo fornecedores de material de expediente, material pedagógico. Nós não temos mais papel sulfite, toner e gás de cozinha”, diz. Além disso, cinco salas da unidade estão fechadas pois o telhado ameaça cair. “Nós estamos usando cinco salas móveis, que foram colocadas no início do ano e até a presente data a Seduc não licitou para fazer a reforma que foi prometida desde o ano passado”, afirma a diretora.

Foto da manifestação dos diretores no Palácio Paiaguás.
Foto: Leiagora.

Os manifestantes também cobram o repasse da verba destinada à alimentação escolar. O Governo Federal disponibiliza uma verba para a merenda, complementada pelo Governo Estadual. Segundo os servidores o repasse dessa verba não foi feito, já a Seduc afirma que esses repasses foram realizados.

 

Leia mais em: Es­colas es­ta­duais de MT fe­charão as portas amanhã por falta de re­passes

 

Imagem destacada: Leiagora.

Direto da redação, Bárbara Muller.

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