33 Milhões de omissos, analfabetos políticos e indecisos


Um terço do eleitorado brasileiro é constituído de omissos, analfabetos políticos e indecisos, representando 33 milhões de votos que  influenciaram diretamente nos resultados do primeiro turno das eleições, sendo que 29 milhões não votaram, 7,2 milhões anularam o voto e 3,1 milhões votaram em branco. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após apuração de 100% das urnas em todo o Brasil.

Grande parte desse contingente torce o nariz para os candidatos e para as eleições como se não fizessem parte do País e nem tivessem qualquer responsabilidade cidadã com o presente e o futuro, preferindo não se envolver ou não escolher por falta de coragem de decidir o que é certo ou errado. Não importa. A simples omissão é criminosa porque favorece os políticos das clientelas e   a manutenção dos currais eleitorais e dos votos comprados pelas bolsas e pelos agrados de ocasião.

Esses votos representam mais que a totalidade dos votos obtidos pelo petista Haddad no segundo turno das eleições. O estranho é que grande parte desses eleitores que se consideram acima de sua obrigação escolher  são bem definidos em assegurar que “neste” ou “naquele” não votam, mas falta coragem de se comprometer com uma escolha e participar de um processo que coloca em jogo o futuro do Brasil.

Muito criticaram  os votos dos irmãos nordestinos nas ultimas eleições e alguns mais exaltados tentaram responsabilizar o Nordeste pelo candidato Bolsonaro não ter conseguido vencer as eleições em primeiro turno. Ao contrário, independente de suas escolhas partidárias, esses eleitores devem ser respeitados por suas posições. SE posicionaram conforme suas convicções e se manifestaram através do voto.

Essa massa de 33 milhões de analfabetos políticos funcionais continuarão ladrando e vendo a caravana passar no segundo turno e merecendo – estes, sim, serem chamados de omissos, vacilões e oportunistas ou despertarão suas consciências para o dever cívico e moral  de se posicionar em defesa de valores e princípios que assegurem e ordem e o progresso estampados em nossa bandeira?  Depois, reclamar não resolve.

Direto de Cuiabá, Paulo Pedra

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