A resposta à pergunta “Qual é a importância da chuva?” parece simples e óbvia: água! Mas, só parece.

Enaltecida em prosa e verso, na Música, na Literatura, na Pintura, também é focada nas Ciências da Natureza, dado seu papel ambiental. A chuva banha com água doce solos que estão longe de rios e lagos, por exemplo. Ainda é indispensável para várias atividades humanas, desde matar a sede e preparar alimentos até tomar banho e regar plantas, passando pela agricultura, pecuária e indústria.

Sem água potável, a vida como a conhecemos seria impossível. Quando as missões para exploração do espaço encontram outros planetas e começam a focar na possibilidade de eles serem habitáveis, uma das primeiras condições indispensáveis é a presença de água.

Quando em demasia, pode causar danos irreparáveis, inclusive a perda de vidas. Quando escassa, pode arrasar economias de nações.

E seu equilíbrio depende de uma série de variantes, algumas das quais têm sofrido interferência da ação do homem na natureza. As tais mudanças climáticas, decorrência do aquecimento global, são quase unanimidade no meio científico e influenciam diretamente nos regimes de chuvas em todo o mundo. Diminuição aguda em algumas regiões, aumento exagerado em outras, e o planeta vai respondendo às agressões que sofre há décadas.

Quando olhamos no mapa os desertos do mundo, notamos que as faixas cobertas pelos trópicos costumam ser desérticas. Ao norte do Equador, sob a linha imaginária do Trópico de Câncer notamos os desertos Norte-Americano, o Saara e o da Península Arábica. Ao sul, o Trópico de Capricórnio aponta para o Kalahari na África, e o da Austrália na Oceania. Nesta mesma faixa na América do Sul, temos grande parte do centro-oeste brasileiro, além do sudeste e do sul, mas estas áreas não são desérticas.

Uma explicação para tal fenômeno seria o fato de a grande quantidade de umidade que desce da Floresta Amazônica “bater” no paredão formado pela Cordilheira dos Andes e chegar a essas regiões na forma de temporais de verão. Isso garantiria o clima habitável e o solo fértil de boa parte do Brasil agrícola, incluindo o Estado de Mato Grosso. Não fosse isso, tudo indica que seríamos deserto.

Assim, o agro não seria nem tech, nem pop, nem nada se não fossem as chuvas vindas da Amazônia. Claro que o desmatamento de áreas florestais afeta todo esse complexo sistema de monções, causando desequilíbrios catastróficos. Manter as áreas de preservação ambiental pode garantir a permanência desse ciclo da água, a riqueza do solo e tudo que isso produz.

A chuva no cotidiano é fundamental, por menos que gostemos dela, que pode chegar sem aviso e estragar nossos planos de lazer. Quando “chove chuva, chove sem parar”, se na época e na quantidade adequadas, o campo explode em vida, e as vidas em torno dele se multiplicam.

Que venha a chuva, que molhe nossa existência, e que continue vindo e molhando, e perpetuando a vida que dela depende.

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