Conhecido por sua irreverência, Ricardo Martins bate um papo animado no LTV; vídeo

29 de dezembro de 2018


O LTV recebeu em seus estúdios o jornalista Ricardo Martins, para um bate-papo espontâneo e animado. Conhecido pelo seu jeito polêmico e autêntico de fazer jornalismo, o mineiro – que se considera cuiabano – cativa milhares de telespectadores.

Ricardo conta que a ideia de realizar um trabalho de forma tão original surgiu porque ele queria realmente fazer a diferença.   “Eu queria fazer diferente, queria ser irreverente, queria debochar da classe política e da classe em geral”, explica.

Inserido em uma profissão onde a tendência é o tradicionalismo, Martins se destaca  com suas reportagens diferenciadas e atuando em prol do povo.  Isso se tornou ainda mais evidente quando, anos atrás, ele era requisitado pela população para mostrar os problemas enfrentados pela comunidade. “Na época não tinha internet, eram ligações, muitas ligações de pessoas falando ‘gostei, tem que vir aqui no meu bairro’, e foi mais ou menos assim que começou”, afirmou.

Acostumado a passar por situações inusitadas, como aconteceu em uma das suas reportagens mais famosas – que ficou conhecida como “Capcioso” – em que sua entrevistada se exalta e ameaça uma agressão, o jornalista leva tudo numa boa. Embora nunca perca o bom humor, Ricardo conta que nesse caso precisou entrar na Justiça. “Ela começou a se sentir incomodada e a me atacar [por conta da sua pergunta].No momento em que ela pega o microfone , ameaça que vai me agredir – não há agressão física, deixando bem claro – mas ameaça uma agressão de jogar o  microfone na minha cara (mas não jogou), na sequência ela começa a proferir várias palavras de agressão verbal, me chamando de mentiroso, vagabundo, mas ela não se atentou que estava gravando tudo”, recorda.

Questionado sobre como é a recepção das pessoas nas ruas de Cuiabá, onde ele está acostumado a mostrar a realidade dos bairros da cidade de uma forma crítica e sempre alfinetando os governantes, ele é taxativo ao dizer que o povo é carente, já que, muitas vezes, é impedido a ter acesso a uma porção de coisas. “O governante não permite que o povo tenha acesso à educação, cultura, leitura”, lamenta. “É comum a gente ouvir que brasileiro não gosta de ler. Mentira! Brasileiro não tem condições de ler”, alega, destacando que o que falta é a acessibilidade à leitura e cultura. “Quando a pessoa nos convida para ir ao seu bairro, ela acredita que o problema dela pode ser solucionado o quanto antes”, completa.

Convidado algumas vezes a entrar na vida política, Martins conta que nunca aceitou a proposta. “Nunca aceitei porque não é o meu viés, eu ainda não acredito na política brasileira, pode ser que mude, pode ser que melhore, eu acredito que possa haver algumas transformações.  Mas não é por causa de um candidato não, não é por causa de uma pessoa só. Salvador pra mim existe só um, que é Jesus Cristo, o resto é balela”, argumenta.

Em uma era marcada por fake news, o jornalista acredita que as redes sociais cumprem um papel importante para desvendar mentiras. “A rede social permite muita coisa. Permite desmentir, muitas vezes, uma notícia que pode ser dada de forma infundada ou de forma maliciosa”, considera.

Muito conhecido como“Boca”, Ricardo conta que a origem do apelido surgiu de uma situação inusitada. ”Foi por causa de uma matéria na Beira Rio, que eu entrei na água pra nadar, e me criou uma boqueira, aí virou ‘Boca’ por causa desse motivo”, explica, aos risos.

O jornalista revela ainda que uma de suas reportagens mais marcantes  foi o caso do acidente do avião da Gol que chocou com um jato Legacy, caindo em uma mata fechada em Mato Grosso em 2006, matando mais de 150 pessoas. Na ocasião, ele chegou a ser preso. “Entramos no aeroporto, fizemos imagens exclusivas […] A gente ficou em cima do pé de manga, nós entramos por volta das 10 horas da noite, e ficamos até às 5 da manhã, quando o avião chegou, estava amanhecendo, os passarinhos saindo das mangueiras, ai os policiais olharam e de repente nos viram, e deram a voz de prisão”, disse ele, explicando que foram liberados logo depois, já que ficou provado que eles estavam apenas realizando o trabalho do jornalismo.

Para saber mais sobre suas histórias inusitadas e polêmicas, confira a entrevista completa:

Direto da Redação, Maisa Martinelli/ Iury Lupaudi

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