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04/07/2024 às 11:18

MPMT VAI RECORRER

'Disciplinas' do CV são condenados a 19 anos de prisão por assassinato de vítima do 'tribunal do crime'

Jeferson Aparecido dos Santos foi executado a tiros, no meio da rua, em Juína, por 'Palmeirense' e 'Negão', em maio de 2022

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'Disciplinas' do CV são condenados a 19 anos de prisão por assassinato de vítima do 'tribunal do crime'

Foto: Reprodução

A Justiça condenou a 19 anos de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa os réus Denis do Nascimento Sales, o “Palmeirense”, e Lucivano José Rukhaber, o "Negão", pelo assassinato de Jeferson Aparecido dos Santos, vítima das determinações do 'tribunal do crime' do Comando Vermelho em Juína (735 km de Cuiabá). 

A 1ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca informou que recorrerá da sentença para buscar o aumento das penas dos réus Denis do Nascimento Sales e de Lucivano José Rukhaber. A decisão é de terça-feira (2).


Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Palmeirense e Negão integram a organização criminosa Comando Vermelho desde o primeiro semestre de 2022, tendo como atribuições a distribuição de drogas e aplicação de medidas de disciplina como “decretos” (ordens para execução de pessoas) e “salves” (ordens para aplicação de castigos). 

Em maio de 2022, em uma via pública no bairro Módulo VI, em Juína, Denis e Lucivano, “com nítida intenção homicida” e previamente ajustados, mataram Jeferson dos Santos com disparos de arma de fogo, por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e visando assegurar vantagem de outro crime. 

Segundo a denúncia, Denis transportou Lucivano até o local do crime em uma motocicleta e este disparou contra a vítima, que foi surpreendida enquanto estava dentro de um caminhão. Após a execução, os dois homens fugiram. 

“O crime foi praticado como demonstração de força e poder, com objetivo de impingir medo e respeito ao crime organizado, o que revela o motivo torpe. O ataque foi mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, eis que mediante surpresa. O crime foi praticado para assegurar a vantagem no tráfico de drogas”, argumentou o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira na denúncia.
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